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 trabalhos fechados. querendo visitar os posts ficaram disponíveis enquanto o servidor permitir. Grato pela visita.

Era

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Quem gera jaz Girassóis na estrada O mundo gira Guerra! Em paz há trabalhos E esperas Do sol, da chuva Até que a vista turva Possa descansar.

A consciência em espécie

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Sabemos tão pouco, limite do nada a infima parte conhecidade das coisas... Quando chegamos a algum lugar, seja ele em qual país ou paisagem for, até o ponto de nos familiarizarmos com este é comum sentir-se estranho ou alheio. Fora de nós tudo é outro. Mas daí passam horas e já compomos este quadro quase que nativamente. Pelo menos eu sou assim, desde pequeno, sei meu lugar no mundo e imagino onde possa estar e quero permanecer por simples intuição. O maior problema disso é encontrar barreiras artificiais que só dificultam a natureza das coisas. Isso porque inventaram que o poder é um mérito. Pois bem, considerando que nossa espécie consiste de milhões de pessoas e que estariam satisfeitas de suas necessidades com os recursos disponíveis - o que gera o conflito? É a falta de consciência de espécie ou da irmandade que nos une, tornando todos os povos uma só família de parent...

faz de conta que Acontece

Toda fase tem um fim, tudo que fazes tem um fim. Mas nem sempre as pessoas entendem que o tempo não tem.

Caos e ordens

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Seguimos atoa em nossos papeis cotidianos, mas como? Como acreditar que as coisas acontecem simplesmente? Atuar como um cidadão nessa contemporaneidade exige um complexo sistema de escolhas e sorte, desde a roupa até a comida você será testado a cada segundo para tomar decisões e fazer sua sorte. Falo em sorte porque tudo depende do caos, que gera consequências infinitas em nosso microcosmo e que nos leva a lugares que nem sempre podemos prever. Como as palavras que digito agora e que a máquina tenta prever, mas nem imagina ser incapaz de transpor as sensações que anseio trasmitir com essa mensagem. Acho que por isso acabei sendo tão clichê e cheio de lugares comuns, óbvias conclusões já tão repetidas como numa linha binária.

Relógio biológico

Outro dia eramos aqueles que vomitavam certezas pelas ruas, depois de viver intensamente o que a transformação de noites em dias pode oferecer aqueles dispostos a experimentar altas doses de alegria e música. Hoje estamos sentados em frente de casa nessas cadeiras de balanço olhando o movimento dos pássaros. Qual será a lógica desse plano? A superação sempre pode ser encontrada no confronto de gerações. Com a idade vemos esses limites cada vez mais próximos, mais regras, menos tempo, tarefas e sobretudo o amor pelas pessoas e coisas - que nos tornam vulneráveis. A palavra vulnerável não seria mais precisa se fosse uma flecha, pois, é como nos dispomos a ser (a)tingidos pelo amor, quando de fato envelhecemos, Cedendo limites e aceitando as regras em prol da prole, de bens maiores, de certas certezas. Velhos como o mundo que conhece o tempo e aceita seu modos operandi,  

Lugar comum

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O lugar comum é o ponto de encontro, qualquer lugar partilhado. Início, meio e fim de uma história com mais de um personagem. Ouço falar mal destes lugares comuns, que são pobres semanticamente, excessivos e outras ofensas não incomuns às coisas simples. Meus lugares comuns são o céu, o rio e o lar. Tríade de encontros monossílabos e felizes para sempre.

Seguir

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"Sou meu próprio lider, ando em circulos, me equilibro entre dias e noites..." A maior dificuldade de se ter expectativas é não ser o único responsável por suas realizações. Entretanto, não ter qualquer perspectiva quanto ao ser do futuro, ou como dizem - o vir a ser -, é muito difícil. Então como lidar com esse jogo do tempo? Essa ânsia em ter versus a angústia de ter que esperar poder? É o jogo do trabalhador assalariado que vive o conta-gotas de sua mesada. Das prestações do cartão de crédito e do desejo alçar vôos maiores... Nada de resposta por hoje, nada de nada, estarei no centro do alvo para que me acerten se for possível, mas não contem com a sorte e nem com artimanhas, isso não funciona aqui... Nesse espaço de duvidas e poemas a letra não está morta, ela é a vida tentando resistir... o último grito do enforcado, como diaria Wallace em ...

Maresia

A maré vem e vai Trás consigo a fome do Mar pela Terra Amar é fome Tudo mais some Rente ao gosto desse beijo Mas como todo ciclo Da fome saciada Vem a vazante... Mas pro bom marinheiro Esperar é certo E não tarda Teu encontro.

la vida

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ávido por viver vi um filme na tv voei pela cidade e não vi o tempo no timeline corriam horas aos segundos... ninguém me socorreu sorri - seu - sou seu.

Academia de letras

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Este é o locus mais propício para a tarefa, exercitar cada fonema para estruturar palavras e significados no corpo textual. Sim, essa academia não é para acadêmicos e sim para atletas, atletas da linguagem escrita. Que é com tinta que fazemos alteres, cada lata cheia da cor negra representa um potencial músculo lógico capaz sozinho de erguer uma montanha ou movimentar multidões. Esta não pode ser considerada uma arma branca, pelo contrário é uma arma negra, como a face que lhe encarna e espreita o ataque. Como um lutador que ergue os punhos não para atacar e sim para se defender. Já perdi a conta dos dias de exercício e das palavras novas surgidas desse treino. Se estou forte não tenho como dizer, pois trata-se de um critério relativo, sei que estou bem e é por isso que continuo.

Divisor de águas

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Sempre que algo está cheio, no limite máximo de seu conteúdo, é hora de dividir o fardo com os próximos, querendo eles ou não. Já vi muito disso, quando a natureza de algo se revela. E nem sempre o próximo está pronto para compartilhar a responsabilidade que pensa nem ser sua. Eis que um rio nunca é o mesmo, mesmo sendo um passageiro constante esse rio carrega tudo que viveu e morreu em suas águas, sem controle ele é a maior serpente amazonida que corre em desespero com sede de mar. Pois somente o sal é capaz de curar certas angústias, ele enquanto irmão mais velho sabe acalantar as dores que esta cobra trás, sempre aceitando a dor que lhe é imposta. Com sua dose doce de desistência involuntária de seguir o rio correndo permanece forte como uma criança que chora e esquece.

Quem sou?

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A sombra num dia nublado Outrora um tiro no escuro Silêncio da multidão Pânico! Estranho, estrangeiro... Sou aquele que não se importa Nem exporta opiniões Sou a indiferença A solidão Buda na estante Castelo de areia Não sou seu amigo Nem inimigo Apenas um qualquer.

Pedaço

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Parte de mim - um pedaço Parto primeiro Maturo esta passagem Tal qual cancioneiro Pelo céu um pequeno avião Na vista cabe o mundo Sigo com ele - passageiro Pela paisagem descanso a vista Minha vida passa A partir daquele parto Inicia-se a jornada Que leva entre as partes A forma inteira Uma grande viagem Ou só um passeio.

De nada

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Se lhe faço algo, me diz obrigado E está tudo resolvido. Mas num segundo Se acaba o Mundo E toda gratidão Vira esquecimento Resumo em mim Todo o mal da vida Serei alvo fácil de qualquer objeto E mesmo calado ou quieto Estarei errado Mesmo assim obrigado Pela verdade que é sua Sua raiva que é linda E pela culpa que é minha.

Docura

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Se o amor é amargo: amar go! Que uma chicara de café deve ser assim e é uma dessas que preciso para a manhã ser de verdade... O sol acorda todos os dias Não há dia sem sol Esta corda que ele serve pode enforcar... A cor dá vida Sua luz seduz e queima, é o amor amargo de cada dia.

Sangria

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Enquanto pratico a doação, minha razão se perde ante as pancadas de chuva lá fora, não é meu ânimo o tempo, meu momento é o agora. Aquele que receberá este sangue, nem imagina a estrada deste sumo, que se encarrrega como pode de sustentar minha ossada neste dado rumo. Sei que é preciso doar-se, que cada geração tem uma sina, tarefa renegada por muitos, mas que a minha vida aos poucos ensina... Ser responsável é assumir o Mundo, feito Atlas, salvo a proporção, em cada ação fazer a diferença ou ser o diferente. Por outro lado a indiferença nunca sairá de moda, nem o consumo desmedido e nem essas roupas estranhas. Cada qual ao seu modo tenta aparecer mais e acaba desaparecendo, sendo na multidão um ponto de continuação, quando em três são reticentes. A grande irônia disso é sabermos quais problemas a humanidade enfrenta e quais suas supostas raz...

Minha literatura

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A letra que a mim cabe Tem a altura de picos de euforia E a depressão de uma cachoeira Onde escorre dia após dia A alegria de uma vida inteira Na arte da palavra que Hora é amor noutra guerra Não há qualquer fronte Que não esteja a beiro do abismo De onde diuturnamente cismo Ser a sina dessa Terra Sigo cada signo Como a pista secreta De um algoritmo Que selaria a paz Seriamos guerreiros? Será a vida passageira? Nada disso importa Melhor ouvir a chuva Sentir cada gota Como notas da sinfonia dos sonhos Que somente os olhos escutam O que não deve ser revelado.

A espera

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Quando te espero Sinto um aperto no peito Me afligem os dentes Sinto fomes Meu desejo não é de qualquer alimento Nesse momento Só quero seu perfume E as reclamações de costume Pra me entreter no trânsito. Tenho sempre muita pressa Mas peço em prece Que Deus nos proteja Que maior ventura É não procurar... E voltar pra prole Que cresce (não em número) E enquanto ainda precisam Que faça ninar

trânsito

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Na estrada sempre surgem novidades, alguns buracos, outros veículos e até mesmo atropelamentos... Mas se sempre ocorrem já não são de se esperar? É a vida essa estrada que sabemos onde leva, mas nos recusamos a aceitar suas regras ou mesmo seus ciclos tantas vezes repetidos. Essa capacidade de esperar e seguir as leis não é para os mais ansiosos, que acabam caindo nos buracos do dia-a-dia ou passando por cima de transeuntes despercebidos... (continua)