(..O DUPLO enquanto extensão do sujeito (DUPLO endógeno) e seu perfeito desdobramento, partilha com este traços evidentes que exaltam esse seu estatuto de “sombra”. Estabelece-se entre ambos uma relação de harmonia e cumplicidade. O inverso também é possível, se o DUPLO gerado a partir de um sujeito permanece enquanto seu contraste, confirmando-se uma relação bilateral de adversidade e oposição. Em ambos os casos, parece notória a noção de que o D., tendo tido a sua génese em um sujeito determinado, sendo uma cópia do mesmo, uma mimese, não pode desfrutar do mesmo estatuto ontológico subjacente ao “eu” a partir do qual se originou....) fonte http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/D/duplo.htm
Sei o que sinto? Sinto, mas não sei por que... Uma vontade de rasgar a ferida quase cicatrizada. Quando me queimei pensei. Como sou idiota, poderia bem estar deitado agora, acolhido por meus sonhos e pelo lençol. Mas Nunca se está protegido o suficiente e não me lembro de estar satisfeito após uma noite há muitas... Então veio essa dor que me acompanha e marca meu caminho agora penso. Me arde um anseio de arranhar, coçar, destruir-me nesse prazer doentil que é o sentimento da pele, que hora me derruba e hora me joga num salto sem destino... É a dor que nos faz não fazer tantas coisas, medo do fogo, medo... Foi ela quem me disse pra ficar quieto, ver mais filmes, beber menos e o segredo das pernas pro ar. Sei que está passando e agora essa agonia me consome, feito o cachorro que roe a carne viva da pata parasitada de hematofagos, me desfaço em pontas de agulhas a be ira de um possível...
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fonte http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/D/duplo.htm