(..O DUPLO enquanto extensão do sujeito (DUPLO endógeno) e seu perfeito desdobramento, partilha com este traços evidentes que exaltam esse seu estatuto de “sombra”. Estabelece-se entre ambos uma relação de harmonia e cumplicidade. O inverso também é possível, se o DUPLO gerado a partir de um sujeito permanece enquanto seu contraste, confirmando-se uma relação bilateral de adversidade e oposição. Em ambos os casos, parece notória a noção de que o D., tendo tido a sua génese em um sujeito determinado, sendo uma cópia do mesmo, uma mimese, não pode desfrutar do mesmo estatuto ontológico subjacente ao “eu” a partir do qual se originou....) fonte http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/D/duplo.htm
Outro dia eramos aqueles que vomitavam certezas pelas ruas, depois de viver intensamente o que a transformação de noites em dias pode oferecer aqueles dispostos a experimentar altas doses de alegria e música. Hoje estamos sentados em frente de casa nessas cadeiras de balanço olhando o movimento dos pássaros. Qual será a lógica desse plano? A superação sempre pode ser encontrada no confronto de gerações. Com a idade vemos esses limites cada vez mais próximos, mais regras, menos tempo, tarefas e sobretudo o amor pelas pessoas e coisas - que nos tornam vulneráveis. A palavra vulnerável não seria mais precisa se fosse uma flecha, pois, é como nos dispomos a ser (a)tingidos pelo amor, quando de fato envelhecemos, Cedendo limites e aceitando as regras em prol da prole, de bens maiores, de certas certezas. Velhos como o mundo que conhece o tempo e aceita seu modos operandi,
O lugar comum é o ponto de encontro, qualquer lugar partilhado. Início, meio e fim de uma história com mais de um personagem. Ouço falar mal destes lugares comuns, que são pobres semanticamente, excessivos e outras ofensas não incomuns às coisas simples. Meus lugares comuns são o céu, o rio e o lar. Tríade de encontros monossílabos e felizes para sempre.
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fonte http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/D/duplo.htm