a manhe ser

Era madrugada... ao meu lado um infante e sua mãe.
Tivemos um vôo breve, de uma ponta a outra sobre a ilha-rede
de um lado ardo outro rio,
(con)fundiam-se na escuridão
Eis que o amanhecer espreguiçou pequenos raios
um tom bem leve-azul definia nuvens e ilhazinhas
Sonho?
mergulhava soninho
quando a-cor-dava (...) um pouco mais claro estava
iam definindo cores novas e seres nas sendo
eis uma Baleia Zeppelin (sobre)saltando-se do tapete de nuvens
ela estava ali todo tempo...
a cada segundo amarelo tomava mais formas
logo um tom roseo começava a dar traços
e aquela Baleia, bem no meio de tudo
o plano dividido o dia (Zeppelin) a noite,
o plano dividido o dia (Zeppelin) a noite,
sobre ela uma estrela solitária
assistia ao espetáculo matinal...
assistia ao espetáculo matinal...
uma voz anuncia a chegada, passamos a Baleia e logo tudo tornou-se
Uno
era manhã, a terra natal surgia depois de infindos desenhos de rios que deixavam pra
traz um mundo de nuvens em algodão.
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