Água

Dela me nutro, nela me inundo, sem ela sou nada, minha metade inanimada - minhas entranhas irrigam feito rios mata adentro, no pior e no melhor momento serei sempre água.

Como bom ribeirinho urbano, me banho de chuva nas tardes cinzentas e tal qual a flor do deserto aguento descontente sua ausência anunciada.

A venta seca anuncia a prisão empoeirada, condicionado ao claustro contidiano me sinto numa jaula amordaçado, não sinto as gotículas umidecerem o ar que me invande, nem tampouco as guelras que me faltam num mergulho fantástico que desejo...

Maldita civilização, seguiu o caminho errado, era em Atlântida que deveriamos nascer, ou no reino das amazonas,  não numa metrópole provinciana que mal sabe aonde quer ir, nem de onde veio. Perdidos entre a hegemonia e a falta de resistente memória.

Não acredito nisso! Nem em qualquer outra cousa que se diga, acredito em mim e na sagrada família. Tenho esperança em alguns, mas três pés atrás com muitos. Não quero estar certo, não quero nada! Eu quero água!!!

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