ocho

São vinte e seis primaveras,
apesar das flores não terem tempo de ser, seremos
até que não haja mais estética da dor

até que se cansem os injustos
pois não se desiste de amanhecer
não antes da luz tomar conta de nós

fora tudo que resta
sou uma sombra
um ombro
duas rodas
uma câmera
dedos
e olhos

pra que te quero?
Bem te kiss.

Cor age

"E se eu não fosse capaz de dizer não?
E sim, simplesmente..."

 
Em casa repouso de todo o mundo, desnudo de emblemas e estampas, sem aspas ou reticencias... Não quero nada, nem tudo, só o que tenho - nem mais - nem menos, que é quase natural o desperdício e me inspira outros vícios como comer além da conta... Nem, estou satisfeito - por hora. Agora deleito aos sonhos que o futuro promete e se for tão bom como anseio, enfim, seremos.

D eva neios

Não se perde o que nunca se teve, nunca se tem nada na vida, além da vida - a propriedade é, pois, um roubo. Em outras palavras: não existe propriedade. Mas estou falando de sentimentos, sobre(vivências). Não sei por que [?] , talvez imagine ( não certamente ) o que motive esse sentimento? Sinto que se torna aos poucos medo, medo de perder, sem saber quem é o oponente. Perde-se quem não sabe onde está...

Fiquei com o tempo muito corajoso, saber que sou único e que a vida é frágil me tornou imune a muitos falsos problemas, como o de ter que provar aos outros que sou alguém importante e inteligente ou digno de respeito, me preocupo outrossim com o bem estar daqueles que amo e essa franqueza me trouxe aqui, a esse blog e que deságuo soturnamente no silencio da tela negra.

nada (nessa seca de ressacas)

Onde andam as andorinhas?

Nu verão
as nuvens
vão

Chão descalço
Pra quem pode,
que quem fica
apenas sonha
voar...

é um sonho
dos que estão no chão
e puro tédio
pro gavião



nem
nada
nada
nada
nada
nada
e morre-se na praia

a gente vive morrendo
"             "
morre vievendo
vo ando

pra que?
nada
só há dúvidas
- as duvidas -
duvidas?

v de vingança... vai e volta -  outra estória.

Sentir metal

Sinto o sol roendo meus pensamentos.
Minha cara ardendo,
nenhum vento parace ser desse brilho inteso e latejante de equa-dores.
Sinto ranger em minha gargante
uma sede
in-sa-sia-vel-mente coçar entre minha glote e a língua,
de uma secreção que não cessa e
imrrompe meu rosto ao bel prazer do desgosto da rua

Em casa sou outro
humideço logo o corpo numa chuva aos avessos
roupas leves e cama - nada como nadar em um edredom livre de rodas e muinhos
sem caminhos percorro o mundo
me inundo de desafios que não siguinificam nada e
basta acordar pra tudo ter fim
nada como deixar algo acabado num lugar como esse
aonde me espera sempre pra recomeçar

ser

de manhã
sereno
valho o orvalho em que (eva)póro

sou água
sal
égua sem cabresto

saio, ensaio - fujo como uma anágua em névoa

.... noutra agonia espirro não vai... vou embora
augúrio de um tuto, destino em desat
ino, tumulto.

Esses dias têm-s-ido.

sem nuvens


não há chuva
cem problemas
não há solução
num trem as trilhas são sempre as mesmas

vai e vem


o som das folhas no asfalto me enganam
meus olhos se co-fundem
as palavras não


sinto

sento

deito

clamo

amo

O que dizer?
como
Viver
vir e ver
voar
vô ar
evaporo num copo
transbordo num trago
me estrago

levo sempre uma dúvida
destas noites
desses dias
de minha mãe
dos meus filhos

de Deus
de mim
e de nada

Se

Se eu soubesse tocar um instrumento musical
se soubesse desenhar
ou dançar

sempre quis muito essas coisas, aprecio sobremaneira ver como tudo se dá quando quem sabe executa: uma nota, um passo ou traço.

Acho que por isso gosto do Cinema...

elo






Vamos seguir a corrente...
A-mar-é resistir a todas as forças



juntos



só precisa
acreditar

1, 2, 3 Fernando Pessoa




Como definir um poeta?

Imortal(?), talvez... Vez e tal mais, eles eram muitos, como as palavras em seus universos múltiplos - no caso deste heterogênio diverso/único inverso. ídolo, carrasco, (e)labora(dor) das letras, sonha-dor de uma real-idade tão simples e visceral - segredos de quem vê além de si mesmo, (a)quem dos outros e das coisas. Para o bem que seja finito em sua eternidade.

Dia perfeito


"e ir a onde vento for
que pra nós dois
sair de casa já é se aventurar"



... dia começa tardio com um bom sono
continua em coisas gostosas pra comer
afazeres domésticos leves e
algo na tv ( mais guloseimas) ...



Meu presente é estar aqui,
quando você quiser e
sempre quando amanhecer




Você me faz melhor, meu bem é o teu - te amo.

uma boa pedida (clube de cinema dia dos namorados))

SINOPSE

Em Nordestina, cidadezinha perdida no sertão, a jovem Karina sonha ser atriz e partir para
o mundo. Antes que seu amor lhe escape, Antônio, filho de Dona Nazaré, adianta-se numa
cruzada kamikaze para trazer o mundo até Karina. Para isso, Antônio sai da cidade e anuncia,
num programa de televisão, que irá cumprir uma sensacional aventura: fazer uma viagem ao
futuro, partindo da praça de Nordestina. Se fracassar, garante ele, uma máquina da morte
irá destrui-lo, ao vivo e via satélite, na frente de todos. Uma história em que os sonhos
contradizem a realidade, as condições geográficas e políticas ameaçam conter a vida, e o amor
desempenha o papel de elemento transformador. Baseada na peça homônima de João Falcão
sucesso de crítica e público.

TÍTULO ORIGINAL: A Máquina
LANÇAMENTO: 2006-03-24
DIREÇÃO: João Falcão
CO-PRODUÇÃO: Globo Filmes, Diler & Associados, Miravista
DISTRIBUIÇÃO: Buena Vista International

Mãedida


Roçando o quintal...

a importân$ia da vida


Assistindo "O cheiro do ralo" me veio essa questão:

- Na vida o que de fato importa? Quanto você pagaria pelo que?


Tapajônicos

a manhe ser


Era madrugada... ao meu lado um infante e sua mãe.
Tivemos um vôo breve, de uma ponta a outra sobre a ilha-rede
de um lado ar
do outro rio,

(con)fundiam-se na escuridão

Eis que o amanhecer espreguiçou pequenos raios
um tom bem leve-azul definia nuvens e ilhazinhas

Sonho?
mergulhava soninho
quando a-cor-dava (...) um pouco mais claro estava
iam definindo cores novas e seres nas sendo


eis uma Baleia Zeppelin (sobre)saltando-se do tapete de nuvens
ela estava ali todo tempo...

a cada segundo amarelo tomava mais formas
logo um tom roseo começava a dar traços
e aquela Baleia, bem no meio de tudo
o plano dividido o dia (Zeppelin) a noite,
sobre ela uma estrela solitária
assistia ao espetáculo matinal...

uma voz anuncia a chegada, passamos a Baleia e logo tudo tornou-se


Uno

era manhã, a terra natal surgia depois de infindos desenhos de rios que deixavam pra

traz um mundo de nuvens em algodão.


Foto momentos


"Quantas fotos no disco rígido q você nunca mais viu?"

Bons tempos os dos albuns de família, ainda tenho um maravilhosamante montado com direito a legendas lá em casa - vez por outra folheio nostalgicamente aquelas fotos que, como eu, envelhecem e amarelecem no tempo.

Há muito não tenho uma camera, usando o velho sistema simidão pra matar a fome de imagens imortais, mas nem tanto, que quando tento - aquele instante da foto - já passou dentro de mim. Bastam aquelas tiradas como Amelie: guardadas numa memória volátil por meio de dispositivos imaginários.

[paradoxalmente] - a profissão de fé em guardar imagens-movimento no tempo-espaço. É sempre uma demanda infinita sobre uma mão de obra infima...

tudo se perde se o objetivo é ganhar. Mudemos então de foco.

Encontros e encantos

A chuva é mesmo um estado de espírito do tempo. O momento em que fúria e saudade se misturam e fazem as nuvens precipitassem no chão, ex-correr como tartarugas que nunca conheceram o mar da saudade pra um fundo largo e deitarem-se na paz de um charco.

Na moto a chuva parece sempre uma inimiga, mas não ouso jamais reclamar de água do céu, queria poder sempre estar desnudo de pudores em plena chuva, deixar que ela mergulhe em mim como me lembro ser tão bom.

Agora há um casal de patos no quintal, estranho como são os animais - essa simbiose de fome que nos leva durante os dias sem pensar muito bem como a vida é simples ou deveria ser. Recebi uma visita do meu pai Lobo essa semana (sempre bom tê-lo por perto) e logo estarei novamente na estrada...

Que seja sempre como uma chuva essa vida.

...

Essa vez superou todas as espectativas. O Oiapoque é um lugar especial que mercece cuidado e atenção. Dessa vez o vi com outro olhar, algo mais ambientado, nublado e pacífico.








como é bom estar errado

estrada

"sempre se está só na estrada"

levo comigo uma ansiedade louca
meu horizonte torto
e algumas tristezas

a última terra esconde segredos de babilônia
línguas antigas e saudades...

vidas


o vento trás... águas levam

vida

feridas ao sol, cancioneiros do tempo

Dentro de mim habita um segredo, nem eu sei o que de fato significa, mas escuto como um sussurro de que há muito além... Sou tomado por uma sensação de Paz, de conforto - como numa música solene, um rio manso de águas levemente frias, acolhido pelas folhas de árvores generosas.

O mundo não nos pertence
nem pertencemos a ele...
somos pois a parte deste
todo que
não sabe o que fazer.

palavras (nu tempo)


de-gusto meu paladar por para-bolas e hipérboles
pago com um tapa as costas quentes
es-que-sito não ser o que dizer...

os ciclo nunca terminam

começam dentro de si outros
espirais

Amanhecer é
iniciar o mundo
sol-to no espaço
absorto na cama

Em pe-daços

juntar os cacos
com a ponta dos dedos
descansar os nervos num varal de chuva...
mergulhado em devaneios e
viajar pra dentro de uma tolice qualquer...

cem direções por onde andar

os pés descalços são melhores
nas nuvens
há nuvens


.

ao mar abaixo

ex-certos

confusão.... falta de certezas e cansaço... tudo leva a nada, o caos dado nem de leve sustenta meu ser, não me sustento, não sozinho. Ainda o filho, sem mãe, mas o filho... não adianta reclamar, nem esperar, nem se matar de trabalhar... nada adianta, o filme roda independente do espectador, sou um espectador.

Minha dor? as dores do mundo, de meus irmãos, ex-amigos, meu amor e nada, eu não sou nada... qual é o eu que me sobra com essa falta completa de tempo, com a incompetência do estado de coisas brasil, de uma sabedoria forjada em areia movediça, uma arte estranha....

em minhas entranhas cada segundo é um desafio, cada palavra uma arma, meu silêncio é a desistência a-b-so-luta....

Um abraço forte nunca é tão forte como deveria, nem existe mais paixão em se viver assim. não como nos meus sonhos, de quando durmo e abandono esse mundo que há muito me abandonou.

deveria sim estar satisfeito, afinal muita gente está bem pior que eu, mas aí começa o problema - como ter paz assim? - somos todos carrascos em omitir a culpa de toda essa merda, uns mais que outros, mas nem no menos seremos capazes de estar inocentes.

todos assassinos, todos escravos, sem qualquer exceção... é bem simples ser feliz o difícil é mesmo não ser.

roda viva...




a vida é uma loteria, cada dia uma aposta

- Sorte poder jogar:

ter as cartas na mão,


uma estratégia na cabeça...



mas hora ou outra se ganha e um lance pode botar tudo perder - fé - café, mão na cabeça, música pra esquecer a pressão e fazer tudo que há por fazer.



O vício
não é ganhar ou perder,


é continuar jogando.


Sonhos...

e s e u pudesse voar.......................?





pra onde iriamos? tavez ficar aqui mesmo, deitar do outro lado ou um abraço mais forte.

sorte minha não ter asas, sorte ficar em casa e chegar tarde em qualquer outro lugar, mas é estranh o esse sono tão forte que sinto e logo


jacinto a sonhar...

Pedaços


Sou eu ou vocês? em pé d aços nu caminho...

somos nós, sem vóz - amarrados num tronco

a humanidade, (eles) os outros]


Na dita sociedade pós-moderna tudo se perde (espedaçado), não se enxerga se quer um espelho.

Identidade:

- Coisa do passado. Minha ID é um disfarce, diz-fa(r)ce quem sou, porque nem me gosto assim, bem longe dos padrões sou apenas uma pessoa in-de-fini-da-mente.

Ideologias:

- Perda de tempo. Meu nome é sucesso, busco dinheiro e que se dane o resto.

Nação:

- Do futebol, do Pré-sal, da Amazônia, da São Paulo e Rio de Janeiro... sem discriminação logo chegaremos ao primeiro mundo.



VOCÊ É UMA PARTE DO TODO -

FAZER A DIFERENÇA É TER CONSCIÊNCIA E ATITUDE: NÃO MORRA EM VÃO

VIVA!!!
COM OS PÉ NO CHÃO,

E OS OLHOS
BEM ABERTOS...

tristeza


é quando não há nada a fazer frente a tudo que se impõem no caminho da felicidade...

é esquecer de dizer bom dia, ou obrigado.

é deitar e não ter sono, é dormir e não descansar...

é quando tudo parece errado e irremediável,

é ferida que dói e se sente

é uma desistência involuntária


é feito um dia de sol bem forte em que não se pode sair... é um rio que não se pode mergulhar,

sou eu assim,

sem saber de mim

nem do mundo

como vim parar aqui

e porque continuo...

está tudo tão escuro, soturno e frio, já nem posso respirar, nem cantar, nem sorrir sem ser tolido pelo tempo que parece ter me abandonado na estrada, sem bicicleta, sem bússula...






carnaval


Um feriado com cara de nuvem...

Pela janela
vejo a tela:

quisera tê-la
mas só dura o instante da luz
na velocidade que conduz sonhos
seremos passageiros

Pescar na paisagem
um som, uma imagem
que me diga:

- Pare!!!

E nem repare o tempo
esmaecendo o rosto
endurecendo as idéias
cansando os ideais

se é impossível ser feliz...



mais um motivo pra continuar tentando

águas passadas



Fevereiro quase me inunda, não fosse essa terra tão sedenta...

Esse ano começou antes do tempo, com a força do vento, trazendo confusão.

Jornada tripla não é sopa, mas nada como uma sopa de manhã, alimenta e esquenta -
o café fez um buraco negro em minha fome matutina

fizeram também um ninho de formiga em meu travesseiro, que quando vejo foi-se a noite e não dormi, até que desmaie madrugada adentro.

Antes disso viajamos pra lá pra cá ( lúcidos na cidade louca ) fora do tempo sou em teus braços apenas um pássaro no chão, peixe fora dágua boiando nas nuvens, ainda é segredo nosso namoro? você existe mesmo? tudo indica que não, mas me sinto bem e quero permanecer assim...

que quando acordo já estamos atrasados:

- Que barulho é esse ?

- Acho que vai chover...


volta as aulas


nada como as chuvas de inicio de ano pra gente lembrar como era bom voltar pra escola, usar aquelas capas coloridas e até mesmo a preguicinha de levantar cedo (nada que um banho frio não resolva) café na mesa, roupa arrumadinha. só falta saber qual vai ser o lanche...


Esperança


Marcha rumo ao sal pela liberdade. O que de fato emancipa uma civilização?

Estamos acostumados a ouvir falar de um Egito feito de areia e passado, pirâmides - faraônico.

O povo desse país mostrou do que é feito a sua contemporaneidade, derrubado o presidente. Sem um mártir, sem heróis personalizados, não apenas um, mas milhares. O que nos falta? Falta ainda saber como essa história acaba, ou como continua, mais uma página foi virada e que não se apague do imaginário das crianças que vivem nessa nova era que está por vir.

luz



Ainda verão

indo perdido'lhar

Ou vindo as folhas

Lar

em casa repouso do mundo
perdido na odiosa tv
entretido com coisas pequenas
a espera,
te espero

doce
lar
o michel jackson é verdadeiramente um gênio... um profeta, seu filme como um representante do documentário enquanto linguagem, a regência/performance/voz deste cara, com créditos a todos enquanto grupo... adorei

pensei

em escrever sobre lugares encantados, casa e outras coisas de que nem recordo, mas pra quê. deu preguiça de pensar.

palavras soltas

loucura...
pa la vras
SOL TAS

(eRA bEM CEDO dA mAnhÃ)

já caminhava pela rua azulada, (ouve o som abafado de um aparelho televisor):

Em Brasília seis horas:...)

Lembrou que seu dia começara cedo, antes dali havia acordado lá pelas quatro e meia, fora a padaria - enquanto isso fervia água pro café - trouxera o pão e se arrumara sem acor...dar as crianças. Que ainda caminharia uns cinco minutos até o ponto do ônibus, que se dempenduraria pra chegar a estação do trêm e ainda sim poderia chegar atrasado e escutaria calado um monte de merda se seu supervisor ( um imbecil que nunca tivera uma vida pra se preocupar).
Ficaria longe dos filhos o dia inteiro, quem sabe a vida toda; e como eles estavam crescendo rápido; da falta que sentia de sua companheira e de como as coisas chegaram aquele ponto.

(((6:00 )))
.
...
Deu meia volta e quase em casa pensou alto:

- hoje eu não trabalho, afinal, estamos no Brasil.


lingua

casa de ferreiro
espeto de pau...
depois desse fim
rimar fica mal

in si dêem cia s

coincidência
veio pela esquerda
mas bem ali
no meio do caminho
se encontrou ]

[ o outro
as avessas
pelo vértice oposto
com o rosto baixo
nem se deu conta

OPAAAA!!!!
um encontrão
ambos no chão:
~~~~~~~~

Ô Ô

b

- olha por onde anda?

só mesmo o tempo de leventar-se e continuar --------> em frente
^cima
| pra

<---- pra trás
´
/ pelas diagonais

que sentido faz, de que lado gira o tempo?

/ \
/ \
/ \
/ \
/ \

um beijo de boa noite


sabe que eu nem sei mais como eu era antes de ti. Meu mundo se inunda do teu perfume e nem me imagino mais sem teus olhos em meus dias. Menina, vida - deixa que cuido de nós amarrarmos bem um no outro, per doa não ser pé-r-feito pra ti, deixa estar que as coisas melhoram, cada segundo de amor que sinto por ti me faz melhor, meu bem, minha vida é tua hoje, seja pro que for contigo vou e me perco sem medo de nada, além de te perder...

pt. saudações

a cada segundo
toda hora
o tempo se esvai



tempo de perdas essa corrida...

perda de tempo pensar nisso
mais o que é perder?
te que é feito o tempo?

não é o momento
nem o lugar pra se falar disso
deixa pra lá
star brilho segue
pra iluminar outra galaxia
ao fim de seu tempo
ainda deixar sem respostas
a mais simples pergunta:
que horas são?

duvidas?

por mais louca que esteja a vida nesses dias ainda não sei como referenciar a (in)felicidade de viver. Sentiria saudades de ter meus dias cheios num tempo em que não tenha nada o que fazer, já com a vida ganha e os bolsos cheios de arrogância? Ou esses dias são mesmo os piores? fim de semestre, sem dar conta da palavra que pesa sobre meu travesseiro, sem consegui chegar em tempo no relógio da catedral, sem perpectivas estáveis, apenas planos e esperanças em meu peito?
tenho meu amor, mas até quando? que se não sei de mim o que direi do outro - me amaria ainda passados mil invernos como este? é tão difícil ser um ser racional, pensar no sentido estrito da palavra, saber que a morte vem e a cada dia se aproxima e ainda assim fingir que está tudo bem, trabalhar e estudar um mundo sem sentido. acho que sou louco.

árvores

Fim de ano e as chuvas vêm trazer aquela natalina sensação. Saudades de não se preocupar com o futuro, com o presente. Tudo muda, mas já não temos todo tempo do mundo.

Bandas de laranja, mecânica quantica e outras coisas pra pensar... Amar é esquecer o caos da vida.

Lembrei de um lindo texto que li num blog desatinado outro dia, fiquei sem palavras pra comentar, meio intruso numa história alheia, sonhei com um mundo de histórias assim, sem pressa de ser, simples-mente...

árvore cresce,
fruta semeia
flores invernam

folhas de ver o vento
chuva orvalhando
outras cores nessa estação

pequeno, que pena



se é verdade a pequenes disso tudo, se não há chance pra se viver assim, como se o amor não fosse maior que o mundo... é pena.


Pluma vai ao vento, via de pássaro, brisa do tempo. Noutros áres existe alegria, noutros lares reina paz, grama de vizinho - salário de chefe. Somos todos peões nesse eterno gira-mundo, todos com excessão dos bispos e reis, mas é nossa fé que os faz maiores. Geralmente a armadura esconde um rato... Não quero isso, nem aquilo, nem outra cousa qualquer, me dou por satisfeito em sonhar, nas utopias em que caminho sa-tis-faço minha pequena vida, tal vez no meio ou no fim, longe agora somente do início... Quem sabe? Mamãe que sabe! (sorriso)
Nada de infantilidades hoje ( longe do início, lembra?). Seremos adultos, serenos e sábios, pais e mães ou tios... a nossa geração espera, espero seja mais de ação, mesmo sem um monstro certo pra atacar, mesmo sem norte, a sorte do mundo de imagens lindas, de dados sem fim, acesso ao planeta sem conhecer meu meio. Falo com alguém no japão e desconheço o próximo mendigo por quem passo invisível... antes disso virar um clichê e se perder tem de haver um fim, não sugirido como de costume, explicito mesmo.

O que é pequeno pra um, pode ser gigante pra outro (vide hortom e o mundo dos quem). Nada é capaz de destriuir isso que sinto, sinto muito, sobre qualquer coisa possível e inimaginável - Vida dos meus olhos, sigo contigo.

ama nhe sendo

se acordo sem ti, meu dia está acabado
quando consigo ouvir-te - vem um sopro de vida amanhecer-me
sorriso bobo, esqueço o mundo...

me inundo de saudades quando partes
abraço de um sonho a dois
você me faz melhor, meu bem és
na morada aonde for
vou contigo.

O Ser e o Nada¹

Liberdade e facticidade: a situação

O argumento decisivo empregado pelo senso comum contra a liberdade consiste em lembrar-nos de nossa impotência. Longe de podermos modificar nossa situação ao nosso bel-prazer, parece que não podemos modificar-nos a nós mesmos. Não sou "livre" nem para escapar ao destino de minha classe, minha nação, minha família, nem sequer para construir meu poderio ou minha riqueza, nem para dominar meus apetites mais insignificantes ou meus hábitos. Nasço operário, francês, sifilítico hereditário ou tuberculoso. A história de uma vida, qualquer que seja, é a história de um fracasso. O coeficiente de adversidade das coisas é de tal ordem que anos de paciência são necessários para obter o mais ínfimo resultado. E ainda é preciso "obedecer à natureza para comandá-la", ou seja, inserir minha ação nas malhas do determinismo. Bem mais do que parece "fazer-se", o homem parece "ser feito" pelo clima e a terra, a raça e a classe, a língua, a história da coletividade da qual participa, a hereditariedade, as circunstâncias individuais de sua infância, os hábitos adquiridos, os grandes e pequenos acontecimentos de sua vida.
Este argumento nunca perturbou profundamente os adeptos da liberdade humana: Descartes, o primeiro deles, reconhecia ao mesmo tempo que a vontade é infinita e que é preciso "dominar mais a nós mesmos do que a sorte". Pois convém fazer aqui certas distinções: muitos dos fatos enunciados pelos deterministas não podem ser levados em consideração. O coeficiente de adversidade das coisas, em particular, não pode constituir um argumento contra nossa liberdade, porque é por nós, ou seja, pelo posicionamento prévio de um fim, que surge o coeficiente de adversidade. Determinado rochedo, que demonstra profunda resistência se pretendo removê-lo, será, ao contrário, preciosa ajuda se quero escalá-lo para contemplar a paisagem. Em si mesmo - se for sequer possível imaginar o que ele é em si mesmo -, o rochedo é neutro, ou seja, espera ser iluminado por um fim de modo a se manifestar como adversário ou auxiliar. Também só pode manifestar-se dessa ou daquela maneira no interior de um complexoutensílio já estabelecido. Sem picaretas e ganchos, veredas já traçadas, técnica de escalagem, o rochedo não seria nem fácil nem difícil de escalar; a questão não seria colocada, e o rochedo não manteria relação de espécie alguma com a técnica do alpinismo. Assim, ainda que as coisas em bruto (que Heidegger denomina "existentes em bruto") possam desde a origem limitar nossa liberdade de ação, é nossa liberdade mesmo que deve constituir previamente a moldura, a técnica e os fins em relação aos quais as coisas irão manifestar-se como limites. Mesmo se o rochedo revela-se como "muito difícil de escalar" e temos de desistir da escalada, observemos que ele só se revela desse modo por ter sido originariamente captado como "escalável"; portanto, é nossa liberdade que constitui os limites que irá encontrar depois.

1 - Adaptado de: SARTRE, J. P. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Tradução de Paulo Perdigão. 5ª edição. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 1997. Págs. 593-595.

O q é? o q é?

Que diferencia Macapá de Santana?


R: os hemisférios

sobre o tempo e outros fracassos

pra mim é impossível ser bem sucessidido em qualquer coisa que seja...
Não acredito nos homens nem nas mulheres, tampouco nos bichos, descofio inclusive das ávores e demais vegetais se for o caso - isso sem falar na guerra contra os insetos.
Vivo num mundo onde todos estão contra um, no caso eu. Retiro o que falei das árvores, elas costumam ser legais...
Mas voltando ao sucesso de fazer as coisas é uma questão bem simples - nunca nada é o suficiente pra ninguem, nem se está satisfeito com qualquer coisa, como relaxar assim? Como ter paz? Não sei - fugere urbem?
vi ontem a tal série "O que as mulheres querem?". O nome melhor seria: O que os homens gostam que as mulheres queiram. Mais uma série machista global, depois de cariocas a apelação toma conta do pedaço, mas aquela direção de arte e a fotografia fogem completamente do padrão... Eles sabem fazer o negocio, negar o ócio, criatividade profissional - é isso que o mundo quer de você. que se exaura em estudos e pesquisas pra produzir um lixo (lembrei da "ilha das flores"). Que esse lixo te alimente e te esvazie de sentimentos próprios, de personalidade singular... De revolta contra tudo isso, basta sonhar, basta corpos seminus o dia inteiro na tela, uma campanha eleitoral que te convença que o Brasil vai muio bem, obrigado. Somos nós os palhaços, mas meio sem graça querendo alcançar a tela e esquecendo a vida... como ser feliz sem viver em Sampa ou no Rio, sem ser um exteriotipo ambulante, colorido pela MTV, sem saber cantar, dançar, engolir fogo, lutar Kongfu... Sem ser magra, alta, cabelo liso, pernas grossas, bumbum de melancia, contornos de pêra.... Quem conhece o amor desconhece o mundo, quem si conhece pode ignorá-lo, mas quem seria capaz de morrer por o mundo melhor nos dias de hoje? Ninguém. Eis a sintese sobre o tempo e outros fracassos...

... (clique aqui p ver na integra)

Nosso Tempo

Carlos Drummond de Andrade

I

Este é tempo de partido,

tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,

viajamos e nos colorimos.

A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.

Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.

As leis não bastam. Os lírios não nascem

da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.

Onde te ocultas, precária síntese,

penhor de meu sono, luz

dormindo acesa na varanda?

Miúdas certezas de empréstimo, nenhum beijo

sobe ao ombro para contar-me

a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.

As coisas talvez melhorem.

São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.

Tenho palavras em mim buscando canal,

são roucas e duras,

irritadas, enérgicas,

comprimidas há tanto tempo,

perderam o sentido, apenas querem explodir.

(continua no comentário)

Sonelência

...Quando levantei em definitivo, ainda não tinha em mim o mundo -
permanecia de certa forma morto, como se meu corpo ainda pertencesse a cama.
A tv ligada me alertava da hora, os compromissos da cabeça me ergueram l e n t a m e n t e.

Um pouco de sol ajudaria, esticar o corpo, quem sabe? Nada funcionou, pairava sobre meu olhar uma nuvem, turva lembrança do sonho que aquela hora ainda parecia fresco na memoria, talvez algo quente no estomago fosse útil....

De repente o estalo (só se acorda mesmo depois de um belo banho frio....) Chiiiiiiiiiaaaaaaahhhh o chuveiro me dizia, era água forte, nada mais apropriado. Enquanto estava ali parecia acordando, a-cor-dado, mas somente sob(re) a água - acho que há algum parentesco com netuno na minha árvore lógica, ou com o boto, vai saber...

Quando saí ainda estava do mesmo jeito. Nada como um dia depois d'outro, bem cheio de coisas pra fazer...

me ninas?

Esses dias (re)conheci minha primeira sobrinha
Agatha Serena (será que é assim que se escreve?)
Nossa amizade foi quase que instantânea
Eis que há uma
Princesa nova no castelo dos Tapajônicos

Meninas
Pé que ninas
Gabriela e Serena
Saudades de tudo
do outro lado do mundo
fico vendo o vídeos de vocês.

Blogagem

Palavras soltas sem qualquer pretensão. Antes fora um espaço único, não que deixe de ser, mas agora a internet permite até vídeos, o que significa publicar textos? O blog poderia estar obsoleto, não fosse essa busca constante em acompanhar todas as tendências, não via a hora de sair de moda ter um blog, agora é coisa de jornalista, mídia especializada (nada contra ninguém). Pois bem... Melhor assim.

Pelo menos não tenho mais que ir ao flickr pra postar uma foto (foi o blogspot que me ensinou, antes de ser do google - hoje tenho um picasa e fui saber há pouco q estão lá as fotos que subi pros blogs - sempre quis saber onde elas ficavam - nem são tantas que prefiro hiperlinks, ainda gosto das coisas antigas).

Lembro de um amigo me ensinando a lógica do html, algo do tipo não existe espaço vazio na página, palavras se transformando em imagens, até hoje não sei direito fazer, nada como um buscar Ctrl + C , Ctrl + V pra resolver problemas na página, o melhor mesmo é ter um blog, escolher a template e escrever como os dias passando as letras descendo, a história guardada e tudo mudando, sou um tipo de arquiva-dor compulsivo (exagero) já melhorei um pouco, mas muito me agrada ter um arquivo de tudo, uma memória viva, de preferência materialmente tangível, deu pra entender né?

Então, isso é uma blogagem mesmo, com todo direito de sê-lo, meta-linguagem reciclada, palavras de empréstimo, originalidade de cópia (é isso que gosto no hiperlink ----- A ponte entre o que pensei com o pensamento de outra pessoa)
É uma palavra que voa,
na~~ve~ga

atoa em busca de outra
e olha quem encontrou?
(...)

lá-mentos

uma vida pre)enche outra?
quantos cinos pra avisar meia noite...?

ouço o silêncio das canções
mudas em meu peito
sonhando com outro mundo...

escre-ver sentimentos
sem saber
da tua boca
que am)ei
e amo
amaria
inda passados mil invernos deste


como salvar essas palavras
con(ven)sentes a mim?

trago a boca
com baco
ode a solidão
o medo estático

de deixar-te
(s)em mim

sinto-me
(s)em ti...

Quintana

O trem

Nada há nada mais triste do que o grito de um
trem no silêncio noturno.
É a queixa de um estranho animal perdido,
único sobrevivente de alguma espécie extinta,
e que corre, corre, desesperado, noite em fora,
como que para escapar à sua orfandade e
solidão de monstro

sugestão de Leitura:



fim de ano...


um quarto de século ou
um século no quarto...
nem de súbito imaginaria como as coisas seriam


Era eleição, paradoxal
triste pra alguém
nem tão novo, nem tão maduro
talvez ainda no meio ou a caminho...

Mas finda o ano e
aquela torpe sensação de tristeza já começa
Saudades ou medo?
Aonde se guardam os segredos desconhecidos?


Não sei mais como acertar,
nem conheço a filosofia das coisas:
dos homens, do tempo.

o peso da casa
do mundo
inunda-me de sonolência... e tédio

Ode a Maria Grabriela


Agora duas
Vidas pairam
A mercê do tempo
Simplesmente
Quase que displicente-mente
So(m)brinhas


(avião corta o céu {somente ruído} fade out)
Algum tempo éramos nós três,
crianças em dias de chuva..

-CORRIDA DE BARCOOOOOO !!!

hoje a sala rúi
Grilos e sapos (outros sons)
Ela dorme
Nascer dos dias
Um depois outro in - con - se- quen - cia
da vida

"Quando nascemos somos"
Ela é
linda e frágil
Amar-e-linda a noite

Morro d saudades
De sua pequena mão,
Queria te ver crescer
Mas guardarei a sete chaves
Teus primeiros dias
pra sempre,
eis que cabes inteira no meu coração...

"Palavras q abraçam"

"In certos caminhos nos levam...
Tal vez seja destino, desatinos ou outra coisa
Ao parar nos damos conta de onde estamos e dos caminhos percorridos."

Essa postagem é dedicada a uma amiga


Sempre estamos perdidos, é falsa a idéia que temos o controle, mas exitem ecolhas a serem feitas. Desde que te conheci, sempre contei contigo, tua casa esteve em meu caminho durante muitos anos, com um chá e uma boa prosa, deuses e músicas habitaram esses dias, as vezes de passagem, outras até o amanhecer.

O trabalho e as individualidades nos afastaram aos poucos, até essa grande distância, esses últimos dias já estava com saudades antes mesmo de partires, ainda eramos os mesmos permanecendo diferentes. És uma estrela que permanece de brilho intenso e sensível mesmo em outra ilha, presença única de quem (re)conhece a dádiva divina de estar viva.

Espero que essa etapa seja, para você e para os que a cercam, feliz como é para nós pela sua vitória, força e perseverança, pela escolha e sacrifício que isso significou. Hermana, pertences ao mundo mais que a qualquer outro lugar especificamente, a humanidade mais que a qualquer pessoa. Antes já eras guardiam de um dos maiores legados desses tempos, agora permaneces escrevendo a história que vai ser lembrada por eras a fim.

O amor é tudo que se pode ter... Sei que no profundo da tua compreensão entendes, minha amiga no infinito, os dias do fim são os mais bonitos, permanecemos apenas no início de algo que nunca acabará.

Sem assunto


O detalhe encerra o óbvio desconhecido
Amigo abstrato do nada
Si-len-cia...

A paz perde a razão
Faz sua prece e
Esquece

Vai
desavisada
Sai sorr(indo)

Poem a mesa, senta
Sem ter fome
Dorme - Insone le(va)nta

E se perde num detalhe
Que não diz nada...

De volta a terra do nunca



Uma conexão segura nos leva ...
mas é tudo diferente,
agora você
só se vê assim...

coisas de antigamente
Algumas novas vêm em boa ora bolas
Sol suave na infância, assim
com pessoas gentis: boa noite.

Impes(soa)lidade possível
sair
de casa e voltar
sem palavras a outrem

Pessoas
generalistas...

Meu pequeno mundo me leva a lugares só meus, como este,
em que posso dizer o que quero, ahora que quero...
se existir verdade
assumo a responsabilidade de estar errado.

memori@rquivos



Sente, ligue a máquina e comece a viajar...

Nosso corpo, por mais perfeito que pareça ainda precisa de apendices tecnológicos para existir nessa sociedade...

nos tornando viciados em arquivos, antes já o eram as perguntas que moviam o mundo, principalmente as sem respostas, hoje presos a uma memória irreal, binária...

- Não existe controle sobre isso, sistemas operando me deixam perdido, tons de aviso me ridicularizam numa língua que não faz sentido. Gosto de sistemas livres, me apetece a liberdade em todas as suas formas, mas é difícil lidar com a responsabilidade que isso implica... então nos sujeitamos as regras postas por pura preguiça ou incopetência - o que posso fazer se preciso acessar os arquivos imediatemente, isso é o que sou, um disco rígido escravo que malmente tem conciencia disso...

Não é tão improvavel como é brilhante fazer um filme sobre isso... mas sempre há um erro em sistemas fechados... isso só deus sabe....

FODA-SE:


O mundo, que eu não me chamo raimundo
O brasil, que nenhuma pátria me pariu
O governo, crime legalizado
A polícia, que nem se policia
A igreja, que fez da alma lama
O professor, que mal-mente e se engana...

Tudo mais que existe e ainda há de existir - odeio como tudo se dá, é tão injusto como revoltante, ter que engolir calado este mundo cagado e baixar a cabeça pra tanta desgraça, eu quero mesmo é que se foda.


flores

foto por tejana no flickr


''quando te flores...
quando eu partir.''

estranha vida
ávido por viver,
nem vi passar

outro dia
(dentro)
e o tempo
fora

existe em nós
universo de sensações
o copo da alma

dizendo ao mundo
o que ele é
o como girar

meu amor é meu norte
sorte de um copo vazio...






serenata


três segundos para plainar
e somente um para a queda...

Que tal 1 passeio
de pardal?

co-lhe


Ou vindo o vento
Vou vendo nuvens
Vo ando azul


Há muito
Sem ficar longe
mesmo assim

Sinto muitas saudades

Que
Uma erupção de
Idéias do que fazer agora

não é hora
não há tempo
suficiente


Chega de
par tir...

E chega, chega mais perto
pro fundo do ouvido
sussurro de peixe,
um beijinho

Dias...

Ele sempre diz quando é uma data comemorativa:

"- Todo dia é dia de índio."

Demorei algum tempo pra enteder, bem por que nunca foi do tipo que explicasse, seria classificado facilmente como um ser prático:

"-Gosto de saber como funciona..."

Equilíbrio da sua ausência em casa era o colo materno. Quando cresci descobri que Papai é comunista, é negro, é povão como ele mesmo se denomina. Pedagogia da vida: viver. Acho que aprendi muito até me tornar mais um técnico, como vós.

Demorei mais um tempo pra te conhecer, tem a casca grossa, mas o recheio é tão suave como seus ideais. Meu velho, sinto saudade, achei que nunca irias envelhecer, sempre um moleque - infância tardia de uma vida madastra...

Como construir um castelo de areia? uma casa de praia? nada disso faz sentido se o companheiro ao lado não tiver o que comer, com quem beber. Uma mistura de cristão e pagão ao ponto de um nortista que não leva desaforo pra casa e sabe viver... Meu índio e heroi, vilão e pai. Obrigado.

In existir

Tenho tido um pesadelo
Cor vazia enche a tela e nada
nada mesmo
como um não completamente



vazio



a sensação da inexistência não existe
pois se algo inexiste não tem conciência disso
mas, se supoem como seria: é terrível!

mamãe me ensinou a ter fé
"mas não sou mais tão criança..."

me sinto só
sinto e só
só sinto

isso já me contenta,
um pouco


"Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão
Soletra um verso
Lavra a melodia
Singelamente
Dolorosamente
Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se certeza
Minha canção
Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão"


quando pequeno cantavamos isso no colégio, estava tentando me lembrar... tenho medo de esquecer, esquecer de mim e tudo mais... Chama-se "Minha Canção" é do disco Saltimbancos do Chico Buarque. acabei por encontrar noutro blog http://luciacamposvirtual.blogspot.com/

Antes das seis


Vento da tarde
Traz a noite
quente
Por mais que a chuva tente
O sol insite em ficar no chão
Deixando a noite ser assim...

O Relógio mente
A mente se engana
ainda é cedo
Tarda a noite
Dia sem fim

As flores da mangueria parerecem feitas de ouro e mesmo o brega ao lado parece suave, um passarinho ensaiou cantar, mas a chuva não veio, não veio a noite e tampouco o amanhecer... ainda é sábado, sem pé nem cachimbo, sem estórias de amor e sem muita coisa pra fazer além de passar filmes ou filmes passarem por vocês... Começou cedo com uma sereia animada, depois algo como um super-herói e seguido pela beleza da família americana, ainda dei uma passadinha na dança com lobos... mas tinha que sair - agora aqui. antes disso o onbibus tinha uma tv, mas sem som não consegui me prender, pela minha cabeça passou outro filme da história das amigas sentadas ao lado, sobre alguém em israel... então cheguei e é hora de trabalhar...

O teu amor

Me notas
anota
Provas de amor

Sabor da mnhã
acorda
a cor dá
Amar é lado
Leite e Sucrilhos

No teu seio
Leito
Nu meu partir
Fica um beijo...

A fronteira

afronta a beira
limite que
imagina o rio
ri

fique são
D que lado
São?
D que lado
Sois?

esquisito (palavras)

Cores de arcos
ires rectum
e return

esquecendo que as palavras insiguinificam
esquentado os dedos no teclado
saudades de poe sias concretas

feitas de nuvem
e fetiches

in tele gível
ou telegrafável
minhas desculpas por ter sido afoito

estou me acostumando a errar

No início era o FIM

Depois veio o Univercinema:
Extensão audivisual na unifap,
De exibidor
a produtor

Se o cinema

fosse um sonho
seria de criança, que sabe sonhar...

Seria inocente, mas temente aos castigos eternos
Com seres que jamais se viu, mas muito se ouviu falar...

Estendo o "Tapete Vermelho" aos filmes que conseguem isso
Não sei se pelo simples fato do tema interiorano, mas é feito um sonho de criança...
um prêmio de Nada para:

Tapete Vermelho e Marvarda Carne.
..

- Bravo, Bravo !!! (aplausos)

[Apagar das luzes]

copa



eu odeio a copa

ruas enfeitadas
alegria e espetáculo

circo armado
mãos ao alto!!!

Jogada perdida



Esse filme fizemos numa viagem ao Cunani. Muitas aventuras noturnas com o pessoal de Enfermagem, C. Sociais e Direito. Gostava muito dele, têve desmaio espontêneo e um super cemitério numa noite sem gerador. O central do filme era a luz das velas em meio a floresta. O jogo consistia num "mal-mal" onde o K (Rei) Preto era a carta do silêncio, quem falasse comprava seis cartas. Na verdade só saiu o trailer do filme, chegamos a exibir na Unifap, mas tudo se perdeu com a exceção das fotos promocionais...


Cunani é uma comunidade quilombola no norte de calçoene... A vila foi palco de grandes discordias com a França no dito Contestado que deu origem a fronteria amapaense depois do arbítrio internacional. Naquele período chegou inclusive a ser fundada uma república.
Da dita República do Cunani só restou um cino e algumas telhas coloniais em grafia francesa.

Dias

...
Quando acordo
concordo ser minha vida
um dia somente
um sonho noutro

Ao fim me deixo
E mergulho na cama

Costumava esquecer
como o sonho começou
Mas aprendi aos poucos
deixar pistas no caminho
pra sofrer menos
e amar mais
cada pedacinho
dessas histórias
ditas destino

Tento sempre voltar
mas há mais forças no mundo
que nem se imaginam
norte ando uma bússula
feita de estrelas
apagadas...


Cores da paz agem
Sobre o meu corpo
Sem saber sinto
Que sou louco...

''a cor do tempo
é transparente''

Escolha

Lembro bem dele dizendo sobre mostrar a porta e algo referente a escolhas. Acho que se cura dessa forma, principalmente...
Faço mostras de filmes há algum tempo, mas não sei que critério de fato norteiam minhas escolhas, gosto do meu gosto, mas nem sempre agrada....
Estou consumido por isso, perdido na mesma proporção e ainda assim me acho super (babaca!). Não tenho controle das coisas, sou guiado pelo amor... acho que escolhi esse filme, só nem imagino como acaba.

Autor

Curador
Do(eu)

Cura a dor?
Doeu?

fr escura
d' art ista

são palavras perdidas que guardei a alguns dias e temia esquecer... O que é esquecer? será que a palavra morre dentro da gente? Aonde ela se enterra?

sem mãos

"vários recortes em dias de blog
lembro de já ter pedido perdão por citar outros
Alvaro a Alvares numa página negra
sob o desenho da luz revê-los
imagens de emprestimo"

perdido
já nem sei no que se tranformou esse
espaço
cheio de +
para algo vazio

poluído


sem uma linha que o sustente
ausente
de mim
negro
branco como uma folha de hipertexto
transparente
estourado

sempre quiz ter um blog
"uma menina me ensinou"
dae foi o tempo que fez esses números
adorei quando pude exibí-los...

mas nem isso tem sentido
sentimento
alma do momento

esses dia tem sido longos
fui vítima de uma visita
e outra viagem para fora
em mim um caos de cem sa sons

minha irmã espera
(a)guardo
Vida

Saudades (minha heroína)



Sinto sua falta...
sinto-me só
sinto

hoje dormirei sozinho
temo outros pesadelos
na nossa casa
me sinto adulto
sinto muito
sou feliz contigo
te amo
estás em mim
sempre

to morrendo de saudade

Ode a uma Lira


Lembranças de morrer
(Alvares de Azevedo)

"Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

(...)


Sombras do vale, noites da montanha,
Que minh' alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

(...)"


Duplo





Meu eu aquém de mim
Outro
Além de ti
Outro
Eu

O duplo só
Par somente
impar semente
de um só

Outra física
Não mecânica
nem orgânica
inconsciente e pragmática
feito uma cor rente

e

meio





"Há entre o tempo e o destino
Um caso antigo,um elo, um par
Que pode acontecer, menino
Se o tempo não passar"




Aqui jaz Mazagão - uma feira de livros
as meninas preferiram ficar
a porta
projeção fora dos planos...
...um recorte do tempo,
arte pra cartaz?
fica o post como idéia de vir a ser...

Casa de Poa


Em se tratando de cinema
os :) do sul merecem
o reconhecimento justo pelos
trabalhos
feitos
na cinematografia nacional

Em especial ao Jorge
Furtado, com suas armas: roteiro e câmera
dá a melhor direção a filmes
sempre
muito bons...

segue a sugestão
------> Conheça a Casa